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Sensibilização2018-06-04T09:38:02+00:00

“Diário de um Migrante” é um livro e uma peça de teatro que contam a história de um pássaro que abandona o seu país, deixando para trás a sua casa, amigos e família, e tem que recomeçar a vida noutro lugar. Uma metáfora dos refugiados e migrantes que subiu ao palco do Colégio Pedro Arrupe, em Lisboa, nos dias 3 e 4 de maio de 2018, para sensibilizar o público mais jovem.

Por detrás desta peça de João Garcia Miguel e Rita Costa, está o livro “Diário de um Migrante”, escrito por Maria Inês Almeida e ilustrado por Ana Sofia Gonçalves. Um livro que, antes de ir para o palco, esteve na Grécia. Ana Sofia Gonçalves começou esta história com ilustrações e decidiu levá-la em 2017 a Atenas e Lesbos, onde esteve por duas vezes em missão de voluntariado pela PAR Linha da Frente Grécia. Dinamizou atividades de Artes Plásticas e de Teatro a partir do livro, com crianças, jovens e mulheres refugiadas.

O próximo grande passo é levar o espetáculo à Grécia, a Atenas e ao campo de refugiados de Kara Tepe, desenvolvendo diversos workshops, onde a cenografia será construída pela comunidade através da reciclagem de objetos e materiais encontrados no local. A peça está disponível para ser apresentada em qualquer escola ou sala do país e conta com o apoio do ACM, da PAR e da Comissão Nacional de Proteção de Jovens.

A PAR – Plataforma de Apoio aos Refugiados organizou uma Noite de Contos – Contos de Sempre como Nunca – com François Vallaeys, em abril de 2018, no Teatro Thalia. Uma oportunidade única para conhecer um dos melhores contadores de histórias da América Latina e ouvir contos tradicionais, cheios de cor, de encantamentos e de humor. O evento reverteu diretamente para o programa de voluntariado PAR Linha da Frente Grécia.

Nisreen é natural de Damasco, capital da Síria, onde vivia e estudava engenharia. Quando a sua faculdade foi bombardeada, levando a vida das suas colegas, percebeu que tinha de partir. Passou por uma longa e solitária viagem pela Turquia e uma perigosa travessia marítima até chegar a Lesbos. A história de Nisreen foi convertida em peça de bailado de dança contemporânea, escrita por Rita Coelho, uma voluntaria PAR Linha da Frente Grécia, que conheceu pessoalmente a jovem refugiada síria. Em 2017, “Nisreen” subiu ao palco do Auditório do Colégio Pedro Arrupe, em Lisboa.

“E se fosse eu? Fazer a mochila e partir” – Um desafio de empatia lançado a nível nacional aos estudantes do ensino básico e secundário, no Dia Internacional Contra a Discriminação Racial para se colocarem na pele de um refugiado e arrumarem as suas mochilas como se estivessem a fugir da guerra, em busca de proteção humanitária.

Em 2016 a Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), em colaboração com a Direção-Geral da Educação (DGE), o Alto Comissariado para as Migrações, I.P. (ACM, I.P.) e o Conselho Nacional de Juventude (CNJ) prepararam o lançamento deste desafio. As perguntas “E se tivesse de partir para fugir da guerra? Se fosse refugiado? O que levaria na mochila?” foram dirigidas à comunidade escolar de todo o país. Pais, alunos e professores foram chamados a refletir sobre a vida daqueles que chegam à Europa em busca de um futuro melhor.

“Take My Coat” é o título de uma música criada como um hino aos refugiados e, ao mesmo tempo, é o nome de uma campanha pela esperança na humanidade face à atual crise mundial de refugiados.

A partir do tema “Take My Coat” que dá nome à iniciativa, a cantora Ana Stilwell compôs uma música dedicada aos refugiados, a qual representa uma carta cantada, um “casaco” que transporta a esperança da humanidade, sentimentos e palavras para confortar quem diariamente vive o desespero desta crise humanitária. Numa união de esforços e generosidade, a campanha “Take My Coat” traduz-se num conjunto de diferentes iniciativas para a recolha de fundos que revertem na totalidade para a PAR Linha da Frente@Grécia, assim como numa ação de sensibilização da opinião pública para uma cultura de acolhimento dos refugiados.

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Global Community Week – Semana Solidária promovida pela Seguradora Zurich

Exposição de fotografia de Nuno Veiga

A Plataforma de Apoio aos Refugiados promoveu uma exposição fotográfica alusiva ao tema dos refugiados, inserida na campanha “Take My Coat”. Esta exposição retrata o tema das crianças refugiadas em campos de acolhimento no Líbano. “A esperança é a última a morrer” é a mensagem que acompanha os sorrisos de cada uma destas crianças. Nos campos de refugiados, milhares de crianças esperam a nossa solidariedade. Acreditam que alguém se vai lembrar delas. Trata-se de um repto ao apoio e acolhimento de crianças refugiadas e suas famílias em Portugal.

A exposição esteve em vários pontos da cidade de Lisboa, em parceria com a seguradora Zurich, a Ana Stilwell, a Câmara Municipal de Lisboa e a agência LUSA, através do trabalho do fotógrafo Nuno Veiga da agência LUSA.