Desde 2015, a União Europeia conhece um afluxo sem precedentes de refugiados que fogem da guerra, de perseguições e da pobreza extrema, constando-se a maior crise humanitária desde a 2ª Guerra Mundial.

No mundo inteiro, milhares de pessoas em todo o mundo vêem-se obrigadas a sair de suas casas, a fugir e a procurar proteção noutros países.

Perseguições, conflitos e violações dos direitos humanos levam a que muitos arrisquem as suas vidas e enfrentem travessias de morte. Quando falamos de refugiados, falamos de pessoas numa situação de extrema vulnerabilidade em que metade são crianças.

Atualmente cerca de 55% dos refugiados vêm da Síria, do Afeganistão e do Sudão do Sul. Só na Síria, em 2017, 2/3 da população deslocou-se para fugir à guerra civil, à perseguição e ao terror. Os países que mais acolhem migrantes e refugiados são: Turquia, Paquistão, Líbano, Irão, Uganda e Etiópia. A Turquia acolhe cerca de 2,9 milhões de pessoas migrantes/refugiadas, o Paquistão 1,4 milhões, o Líbano 1 milhão, o Irão 979 400, o Uganda 940 800, e a Etiópia 791 600.

Na Europa, desde a crise migratória do verão de 2015 até ao final de fevereiro de 2018, foram recolocadas 33.721 pessoas refugiadas para Estados membros da União Europeia.

Desde o final de 2017, a Comissão Europeia avançou com o novo programa de adesão voluntária de países da UE para a reinstalação de refugiados. Este programa prevê o acolhimento de pelo menos 50 000 pessoas. Pelo menos 19 Estados-Membros comprometeram-se a disponibilizar cerca de 40 000 lugares. Portugal disponibilizou-se para acolher 1.010 refugiados a partir da Turquia e de outros países terceiros.

Muito ainda há a fazer, apesar de muitos progressos nas operações de salvamento no mar e assistência nas rotas terrestres, no acolhimento e integração de refugiados. É urgente salvar vidas. É prioritário protegermos, acolhermos e garantirmos a reunificação das famílias.

Em 2016, 193 países assinaram a Declaração de Nova Iorque e comprometeram-se a intensificar a cooperação, a proteger e a encontrar soluções para os problemas dos refugiados. Esta é uma crise mundial que necessita de resposta europeia, como refere Frans Timmermans, vice-presidente da Comissão Europeia.

Com o contributo de todos nós, é possível à Europa gerir este fenómeno.

Pode encontrar mais informação em:

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