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A Crise dos Refugiados2018-06-15T15:34:52+00:00
Desde 2015, a União Europeia conhece um afluxo sem precedentes de refugiados que fogem da guerra, de perseguições e da pobreza extrema, constando-se a maior crise humanitária desde a 2ª Guerra Mundial.

No mundo inteiro, milhares de pessoas em todo o mundo vêem-se obrigadas a sair de suas casas, a fugir e a procurar proteção noutros países.

Perseguições, conflitos e violações dos direitos humanos levam a que muitos arrisquem as suas vidas e enfrentem travessias de morte. Quando falamos de refugiados, falamos de pessoas numa situação de extrema vulnerabilidade em que metade são crianças.

Atualmente cerca de 55% dos refugiados vêm da Síria, do Afeganistão e do Sudão do Sul. Só na Síria, em 2017, 2/3 da população deslocou-se para fugir à guerra civil, à perseguição e ao terror. Os países que mais acolhem migrantes e refugiados são: Turquia, Paquistão, Líbano, Irão, Uganda e Etiópia. A Turquia acolhe cerca de 2,9 milhões de pessoas migrantes/refugiadas, o Paquistão 1,4 milhões, o Líbano 1 milhão, o Irão 979 400, o Uganda 940 800, e a Etiópia 791 600.

Na Europa, desde a crise migratória do verão de 2015 até ao final de fevereiro de 2018, foram recolocadas 33.721 pessoas refugiadas para Estados membros da União Europeia.

Desde o final de 2017, a Comissão Europeia avançou com o novo programa de adesão voluntária de países da UE para a reinstalação de refugiados. Este programa prevê o acolhimento de pelo menos 50 000 pessoas. Pelo menos 19 Estados-Membros comprometeram-se a disponibilizar cerca de 40 000 lugares. Portugal disponibilizou-se para acolher 1.010 refugiados a partir da Turquia e de outros países terceiros.

Muito ainda há a fazer, apesar de muitos progressos nas operações de salvamento no mar e assistência nas rotas terrestres, no acolhimento e integração de refugiados. É urgente salvar vidas. É prioritário protegermos, acolhermos e garantirmos a reunificação das famílias.

Em 2016, 193 países assinaram a Declaração de Nova Iorque e comprometeram-se a intensificar a cooperação, a proteger e a encontrar soluções para os problemas dos refugiados. Esta é uma crise mundial que necessita de resposta europeia, como refere Frans Timmermans, vice-presidente da Comissão Europeia.

Com o contributo de todos nós, é possível à Europa gerir este fenómeno.

Pode encontrar mais informação em:

Videos Informativos

Tendências Globais - ACNUR
TENDÊNCIAS GLOBAIS – ACNUR2018-05-21T12:04:49+00:00

Em todo o mundo, o deslocamento forçado causado por guerras, violência e perseguições atingiu em 2016 o número mais alto já registado, segundo relatório divulgado pelo ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados.

A European Agenda on Migration – Two Years On
A EUROPEAN AGENDA ON MIGRATION – Two Years On2018-05-21T12:06:27+00:00

A situação de milhares de migrantes que colocam as suas vidas em perigo para atravessar o Mediterrâneo não pode deixar ninguém indiferente. Cada país da União Europeia (EU) que está a lidar com enormes pressões migratórias, deve ser apoiado. A agenda da Comissão Europeia em matéria de migração define uma resposta europeia. É necessário envolver todos os intervenientes: países e instituições da UE, organizações internacionais, sociedade civil, autoridades locais e parceiros nacionais.

Escape from Syria: Rania's odyssey
Escape from Syria: Rania’s odyssey2018-05-30T11:40:27+00:00

Rania é uma jovem síria que antes de deixar de Raqqa, a cidade onde vive e agora transformada num cenário de destruição, aceitou o desafio de um repórter britânico de filmar a sua viagem até à Europa. Uma história em tempo real que nos permite compreender as vicissitudes e os riscos do caminho pela sobrevivência e pela proteção. Mesmo depois de fugir à guerra, à destruição e de ter que deixar o próprio país, a paz e o acolhimento são difíceis de conseguir.

Revista Refugiados